Nem um, nem uma, nenhum, nenhuma, nenhumas, nenhuns sábado, mar 15 2014 

Nem um,  nenhum, nenhuma, nenhumas, nenhuns

Nem um

Equivale a nem um só, nem um sequer, nem um único. Nesses

casos um tem sentido quantitativo.

Não tenho nem um centavo no banco.

Não me deram nem um real a mais.

Na cisterna não havia nem uma gota d’água.

Nem um dia inteiro foi suficiente para acabar a obra.

Na linguagem afetiva, coloquial é comum escutarmos: nem unzinho 

Nenhum

É a forma negativa ou antônimo de algum, assim como ninguém

é a negativa de alguém. É um pronome indefinido variável, que tem

flexão de gênero e número. Geralmente antecede um substantivo.

Nenhum candidato foi reprovado nesse concurso.

Não tive nenhuma dúvida.

Nenhum cantor canta como ele.

Quando vem depois do substantivo, não admite flexão de

número e pode ser substituído por algum.

Dinheiro nenhum compra a minha dignidade.(… algum …)

Roupa nenhuma servia naquele corpo.(… alguma …)

Esta cédula não tem valor nenhum. (… algum.)

É muito comum a substituição errônea da palavra nenhum por

qualquerO pronome qualquer não significa nenhum.

O professor não notou nenhum (e não qualquer) erro

em meu texto.

Os grevistas não sofrerão nenhum (e não qualquer)

punição.

Agora note que se o sentido não for de nenhum, emprega-se

corretamente a palavra qualquer:

Essa jogada não é qualquer jogador que faz.

Esse carro é capaz de rodar em qualquer tipo de estrada.

Curiosidade:

Algum e nenhum têm como plural alguns e nenhuns. O mesmo

acontece se a palavra for feminina: alguma nenhuma, plural

algumas e nenhumas.

Conselhos não lhe dou nenhuns.” (Machado de Assis)

Mulheres nenhumas o agradavam.


Dica:

Nenhum é um termo que generaliza a negação, enquanto

nem um se refere à unidade.

Fontes:

Curso Prático de Gramática, de Ernani Terra

Dicionário de dificuldades da língua portuguesa, de Domingos Paschoal Cegalla

Dicionário Houaiss da língua portuguesa

Gramática completa para concursos e vestibulares, de Nilson Teixeira de Almeida

Manual de Redação Profissional, de José Maria da Costa

1001 dúvidas de português, de José de Nicola e Ernani Terra

Asterisco, beneficência, beneficente domingo, fev 16 2014 

Asterisco

Asterisco  tem esse nome devido à sua forma. O vocábulo tem

origem grega – asteriskos – que quer dizer estrelinha, pequena

estrela. 

É um sinal gráfico (*) usado para indicar uma chamada de nota

ou assinalar supressão, dúvida ou outra convenção previamente

estabelecida.

O asterisco é colocado depois e em cima de uma palavra do

trecho para se fazer uma citação ou comentário qualquer

sobre o termo ou o que é tratado no trecho (neste caso o

asterisco se põe no fim do período).   

Emprega-se ainda um ou mais asteriscos depois de uma

inicial para indicar uma pessoa cujo nome não se quer ou

não se pode declinar: O Dr. *, B.**, L.***

Costuma-se ouvir este vocábulo deturpado para asterístico

que não existe.

Beneficência, beneficente

São dois vocábulos que algumas pessoas fazem confusão ao

pronunciá-los ou escrevê-los. Observe o que cada um significa:

Beneficência: ato, prática ou virtude de fazer o bem,

de beneficiar o próximo, filantropia.

Beneficente: que traz benefício, que faz caridade,

beneficiador.

Será que a confusão é por causa dos vocábulos abaixo?

Beneficiamento: ato ou efeito de beneficiar,

de favorecer.

Beneficiar: melhorar o estado de (ou de alguém).

De qualquer forma, os vocábulos beneficiência e

beneficiente não existem.  

O que  asterístico,  beneficiência e beneficiente têm

em comum?

São três exemplos de barbarismo.

https://cirandadasletras.wordpress.com/2014/02/04/aficionado-aficcionado/

Fontes:

Dicas de Português do Professor Sérgio Nogueira

Dicionário de dificuldades da língua portuguesa, Domingos Paschoal Cegalla, 2009, 3ª edição

Dicionário Houaiss da língua portuguesa, 2009, 1ª edição

Moderna Gramática Portuguesa, Evanildo Bechara, 2009, 37ª edição

 Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa – VOLP, 2009, 5ª edição

Verbos Soar e Suar quarta-feira, fev 12 2014 

Verbos soar e suar – parônimos

Aproveitando a onda de calor que está nos deixando cozidos, vamos esclarecer a

diferença entre os verbos soar e suar. Muita gente reclama que soa muito; pode

até ser, mas não por causa do calor.

 Soar é referente a emitir, produzir som, ecoar.

 Suar significar transpirar, verter líquido pelos poros.

O verbo soar é conjugado habitualmente nas terceiras pessoas: soa, soam,

soava, soavam etc. Em linguagem figurada, porém, pode ser usado em todas

as pessoas. Segue a conjugação de todos os verbos que exprimem a produção

de um fato, como ecoar, borbulhar, faiscar, lampejar, ressoar etc. Mantém

sempre a raiz “so” para grafia e pronúncia.

Soam sinos na tarde. Soam clarins, campainhas, apitos”.

“Ainda soam (em nossos ouvidos) as suas palavras”.

Tem também o sentido de dar, bater (horas):

“O relógio soa as horas, soa seis horas”.

“As seis horas soaram”.

Suar é verbo regular e é conjugado da mesma forma que recuar, graduar,

continuar, atuar, cultuar etc.  Mantém a raiz “su” para grafia e pronúncia,

em qualquer variação de pessoa, modo  e tempo;  jamais use  “so” para o

verbo suar.

Agora podemos suar à vontade, sem medo de que soe estranho aos nossos

ouvidos!

https://cirandadasletras.wordpress.com/2012/05/26/ortografia-paronimos-homonimos/

 soar suar

Fontes:

Breviário da conjugação de verbos, Otelo Reis, 2011, 55ª edição

Dicionário de dificuldades da língua portuguesa, Domingos Paschoal Cegalla, 2009, 3ª edição

Dicionário Houaiss da língua portuguesa, 2009, 1ª edição

Dicionário prático de regência verbal, Celso Pedro Luft, 2011, 9ª edição

Aficionado, aficcionado terça-feira, fev 4 2014 

Barbarismo

De acordo com o Dicionário Houaiss da língua portuguesa, uma das significações

de barbarismo “é o uso de formas vocabulares contrárias à norma culta da língua”

e ocorre sob os seguintes pontos de vista:

Ortoépico (pronúncia) peneu no lugar de pneu; rúbrica no de rubrica.

Ortográfico (grafia)= excessão, por exceção.

Gramatical= a construção quando eu ver em vez de quando eu vir; quando

ele rever em vez de quando ele revir (sim, segue a conjugação do verbo ver);

ela está meia triste em vez de  ela está meio triste; menas palavras em vez de

menos palavras.

Semântico (sentido das palavras e da interpretação das sentenças)= na locução

ir de encontro a (chocar-se com) e ir ao encontro de (estar conforme,

a favor de, na direção de).

Simplificando:

Barbarismo é o vício de linguagem que consiste em grafar ou pronunciar

uma palavra em desacordo com a norma culta.

Ultimamente tenho escutado várias pessoas falando que são “aficcionados

por” algo.

Aficcionado não existe, trata-se de barbarismo. Grafa-se e pronuncia-se

aficionado, que quer dizer  “amador de um esporte, de uma arte”, ”apaixonado”,

“entusiasta”, ”fã”. Tem a ver com afeição e não com ficção, como “aficcionado

poderia sugerir. A origem da palavra é espanhola e a língua portuguesa segue a

mesma grafia usada no espanhol.

Regência

Segundo o Professor Sérgio Nogueira a preposição que segue o termo é “por”,

“porque todo aficionado é aficionado por alguma coisa.”

O Dicionário Prático de Regência Nominal traz outras possibilidades de

regência, como a e de, e exemplifica: “Um (cidadão) aficionado do futebol”,

“Sou aficionado às corridas”.

VOLP

Fontes:

Dicas de Português do Professor Sérgio Nogueira

Dicionário Houaiss da língua portuguesa, 2009, 1ª edição

Dicionário de dificuldades da língua portuguesa, Domingos Paschoal Cegalla

Dicionário prático de regência nominal, Celso Pedro Luft, 2010, 5ª edição

Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa – VOLP, 2009, 5ª edição

Pronomes Reflexivos Se, Si e Consigo – parte II sexta-feira, jan 24 2014 

Pronomes Reflexivos Se, Si e Consigo – Parte II

 

A palavra se é um dos casos de palavras que assumem diversas significações.

Pode ser  substantivo, conjunção causal, conjunção condicional,  pronome de

indeterminação do sujeito, pronome apassivador, pronome integrante de verbo,

pronome pessoal.

Quando a palavra se é pronome pessoal, ela deverá estar sempre na pessoa do

sujeito da oração que faz parte, por isso, o pronome oblíquo se sempre será

reflexivo, tem o valor de si mesmo. Pode exercer as seguintes funções sintáticas:

Objeto direto: Ele cortou-se com a faca.

Objeto indireto: Ele arroga-se direitos que não possui.

Sujeito de um verbo no infinitivo:  “Sofia deixou-se estar à janela.” (Machado de Assis)

No plural, o pronome reflexivo se também é empregado para indicar reciprocidade

de ação, ou seja, troca de ação entre os elementos do sujeito equivalendo a um ao

outro uns aos outros, mutuamente e classifica-se como pronome reflexivo

recíproco:

Os jogadores davam-se as mãos antes da partida.

Os torcedores agrediam-se nas arquibancadas.

Os dois homens cumprimentaram-se friamente (um cumprimentou o outro.)

 

Verbo suicidar-se

Sim, trata-se de um pleonasmo. Porém, o uso do pronome reflexivo “se” junto ao

verbo está consagrado.

As palavras terminadas pelo elemento latino “cida” apresentam a ideia de “matar”:

se o formicida mata formigas, se o inseticida mata insetos e se o homicida mata

homens, o suicida só pode matar a si mesmo.

O verbo suicidar-se vem do latim “sui” (“a si” = pronome reflexivo) + “cida

(=que mata).

Isso significa que “suicidar” já é “matar a si mesmo”. Dispensaria, dessa forma,

a repetição causada pelo uso do pronome reflexivo “se”. Mas, ninguém diz

“ele suicida” ou “eles suicidaram”.

O verbo “suicidar-se” hoje é tão pronominal quanto os verbosarrepender-se”,

esforçar-se”, “dignar-se”… Da mesma forma que “ela se esforça” e

eles se arrependeram”, “ela se suicida” e “eles se suicidaram”.

 

Pronome reflexivos e recíprocos

Fontes:

Curso Prático de Gramática, Ernani Terra

Dicas de Português, Professor Sérgio Nogueira

Dicionário de Dificuldades da língua portuguesa, Domingos Paschoal Cegalla

Gramática completa para concursos e vestibulares,  Nilson Teixeira de Almeida

1001 dúvidas de português, José de Nicola e Ernani Terra

Pronomes Reflexivos Se, Si e Consigo – parte I terça-feira, dez 31 2013 

Pronomes Reflexivos Se, Si e Consigo – parte I

Vou iniciar falando do si. O pronome se fica para outra ocasião.

Si é pronome pessoal do caso oblíquo,  sempre regido de preposição

(exceto com)  e pertence às duas terceiras pessoas (singular e plural):

“O egoísta só pensa em si (refere-se ao sujeito egoísta).

“Vive cheio de si”.

“Cada um faça por si o trabalho”.

“Caíram em si e silenciaram”.

No Brasil costuma-se usar esses pronomes com sentido reflexivo, isto é,

referindo-se ao sujeito da oração:

“O pai levou o filho consigo“.

“Ele trouxe o passaporte consigo”.

“Ela só pensa em si”. Significa que ela só pensa nela mesma, em si

mesma, em si própria.

No português de Portugal usa-se o si em conversação sem

significação reflexa, representando a pessoa com quem se fala e a quem

tratamos por você, o senhor, a senhora.  A frase “ela só pensa em si”

tem significado diferente do que tem no português brasileiro. Quem a emite

usa o si em relação ao seu interlocutor, ou seja, significa que ela só pensa

na pessoa com a qual está conversando (ou está a conversar), como diria a

maior parte dos portugueses.

No português culto do Brasil não ocorre o uso dos pronomes si e

consigo em relação à pessoa com quem se fala, ou seja, não existe a

construção como “gosto muito de si”, “queria ir consigo”, “amanhã falo

consigo”. Na língua culta do Brasil, teríamos: “gosto muito de você”,

“queria ir com você”, “amanhã falo com você”.

       Dica:

Para marcar expressamente a ação reflexiva, é comum acrescentar

uma expressão de reforço como “mesmo” ou “próprio” depois do “si”.

“Sempre exige muito de si próprio/mesmo”.

“Ela ficava pensando consigo mesma no que iria fazer no domingo”.

Pois bem. Li, dias atrás, a seguinte mensagem de fim de ano:

“… mostre seu carinho por quem se importa consigo.”

Confesso que fiquei em dúvida quanto ao sentido da mensagem: se é para

você demonstrar carinho àquelas pessoas que se importam com você, se é

para você demonstrar carinho por quem é egoísta, ou, ainda, se foi escrita

por alguém que estivesse “a conversar”.

A minha mensagem é bem mais simples:

Feliz Ano-Novo!

Feliz ano-novo!

Feliz ano novo! 

 https://cirandadasletras.wordpress.com/2012/12/31/ano-novo-ou-ano-novo-ou-ano-novo/

Fontes:

Dicionário de dificuldades da língua portuguesa – Domingos Paschoal Cegalla

Dicionário Houaiss da língua portuguesa

Prof. Pasquale Cipro Neto – Folha de São Paulo

1001 dúvidas de português – José de Nicola e Ernani Terra

Com nós, conosco, com vós, convosco domingo, ago 4 2013 

Com nós, conosco e com a gente

 

Quando usar conosco ou com nóscom a gente?

Diz-se com nós quando o pronome oblíquo nós vem seguido  de palavras

reforçativa ou de numeral. Com nós deve ser usado antes de: mesmos, próprios,

todos,  de numerais, do pronome relativo que:

Queriam falar com nós dois.

Discutia e brigava com nós todos.

Terá de entender-se com nós mesmos.

Ele saiu  com nós duas.

Preocupamo-nos mais com eles do que com nós próprios.

Ele deixou a decisão com nós que reclamamos da sua proposta.

 

“Os diretores se reuniram ontem conosco ou com nós ou com a gente?

Devemos usar conosco.

Conosco é a combinação da preposição com com o pronome oblíquo nós.

Queriam falar conosco.

Saíram conosco.

Ele deixou a decisão conosco.

Comunicava-se conosco por telefone.

 

Importante: As mesmas regras se aplicam ao pronome vós.

Queriam conversar convosco.

Queriam conversar com vós próprios.

Contamos com vós todos.

   

Com a gente é característico de linguagem tipicamente coloquial.

Não devemos usar em textos formais.

 

 

conosco

Fontes:

Dicionário de dificuldades da língua portuguesa, Domingos Paschoal Cegalla

Gramática completa para concursos e vestibulares, Nilson Teixeira de Almeida

Português sem complicação – Pronomes, Professor Sérgio Nogueira

1001 Dúvidas de português, José de Nicola e Ernani Terra

EU, MIM sexta-feira, fev 15 2013 

Pronome Pessoal

 

EU é pronome pessoal reto.  Sempre exerce a função de sujeito.

MIM é pronome pessoal oblíquo tônico.  Nunca exerce a função de

sujeito e obrigatoriamente deve ser usado com preposição: a mim, de

mim, entre mim, para mim, por mim…

Exemplos:

EU li o jornal. (sujeito)

Ela trouxe o jornal para MIM. (não é sujeito)

Entretanto, observe:

Ela trouxe o jornal para EU ler.

Nesse caso são duas orações. “Ela trouxe o jornal” é a oração principal

e “para EU ler” é oração reduzida de infinitivo (para que eu lesse).

 

Devemos usar o pronome pessoa reto (EU), porque exerce a função

de sujeito do verbo no infinitivo (LER). Essa função só pode ser

exercida pelos pronomes pessoais retos, nunca por pronomes

pessoais oblíquos, como é o caso do pronome MIM.

Conclusão:

A diferença entre PARA MIM e PARA EU está na presença ou não

de um verbo (sempre no infinitivo) após o pronome.

A regra é clara: PARA + EU + INFINITIVO.

Este documento é PARA MIM.

Este documento é PARA EU escrever.

O abacaxi é PARA MIM.

O abacaxi é PARA EU descascar agora.

Entregou o bilhete PARA MIM.

Entregou o bilhete PARA EU ler depois.

 

Portanto, sempre que houver um verbo no infinitivo, devemos

usar os pronomes pessoais retos, qualquer que seja a preposição.

Ela fez isso POR EU estar cansada.

Ela chegou antes DE EU sair.

 

Pode-se encontrar PARA MIM diante de um infinitivo sem que esteja

errado, como nestes enunciados:

É importante PARA MIM fazer alongamento numa academia.

Está sendo difícil PARA MIM aceitar sua transferência.

Foi mais interessante PARA MIM ler sua redação do que para

você escrevê-la.

Veja que nas frases acima aparentemente estamos contrariando a

sequência para + eu + infinitivo. Revendo a regra, temos que o

pronome é “reto” quando sujeito do infinitivo.

Acontece que nessas frases o infinitivo não tem um sujeito, ele

(infinitivo) é o próprio sujeito da oração principal.

Veja agora na ordem direta:

Fazer alongamento numa academia é importante PARA MIM.

Aceitar sua transferência está sendo difícil PARA MIM.

Ler sua redação foi mais interessante PARA MIM do que (foi)

para você escrevê-la.

 

Observe a sutileza:

PARA MIM estudar é uma alegria.

Como nos casos acima, o pronome oblíquo MIM não é sujeito

de ESTUDAR.

Veja que houve apenas uma inversão na ordem natural da frase.

Em ordem direta, teríamos:

Estudar é uma alegria para mim. (Para mim funciona como

complemento de estudar.)

Para deixar clara a função de complemento de para mim, convém

separá-lo do verbo por uma vírgula. Assim:

 

PARA MIM, estudar é uma alegria.

 

E acrescento:

Compartilhar conhecimento, também.

 

MIM

                       EU

 

Fontes:

Português sem complicação – Pronomes, Professor Sérgio Nogueira

1001 Dúvidas de português, José de Nicola e Ernani Terra

www.linguabrasil.com.br

Ao encontro de, de encontro a segunda-feira, fev 11 2013 

Ao encontro de, de encontro a

 

Essas duas expressões são corretas, mas têm sentidos diferentes e,

por isso, devem ser usadas em contextos distintos. Elas são

adjuntos adnominais, mas a simples diferença no uso da preposição

muda completamente o sentido de cada uma delas.

 

Ao encontro de tem o sentido de encontrar-se com, aproximar-se,

ir ter com quem vem, em direção a, para junto de, concordar,

entender de mesmo modo, favorável a.

 

Exemplos:

Meu novo trabalho veio ao encontro do que desejava.

Meu novo trabalho está de acordo com o que desejava.

 

Vamos ao encontro de nossa turma.

Vamos para junto de nossa turma.

 

Essa lei vem ao encontro dos interesses da população.

Essa lei vem a favor, em direção aos interesses da população.

 

De encontro a significa estar em trajetória de colisão com;

tem significado de contra, em oposição a, para chocar-se

com,  estar em desacordo com, opor-se a, discordar de.

 

Exemplos:

Esta questão está indo de encontro aos interesses da empresa.

Esta questão está indo contra os interesses da empresa.

 

A decisão tomada foi de encontro às reivindicações do sindicato.

A decisão tomada foi oposta às reivindicações do sindicato.

 

O motorista alcoolizado foi de encontro ao poste.

O motorista alcoolizado chocou-se com o poste.

 

Dica:

Quando for usar as expressões acima, observe antes o que você

quer dizer, qual o sentido que deseja dar à mensagem.  As duas

expressões não podem ser confundidas, pois um erro pode causar

mal-entendidos.

Já ouvi de políticos que seus projetos vão de encontro aos anseios

do povo, querendo dizer, creio eu, que seus projetos vão

ao encontro dos anseios do povo. Também já li, escrito por advogados,

que   “… nossos atos vão de encontro à jurisprudência ...”.

É o que chamamos de um tiro no pé!

 

Por fim, verifique a preposição que rege a expressão:

Ao encontro: rege a preposição de (acordo);

De encontro: rege a preposição a (confronto).

 

ao encontro de encontro a

Fontes:

Curso Prático de Gramática, de Ernani Terra

Manual de Redação Profissional, de José Maria da Costa

www.brasilescola.com

Ano-Novo ou Ano Novo ou ano novo? segunda-feira, dez 31 2012 

Ano-Novo ou Ano Novo ou ano novo?

 

 

       Se você estiver se referindo ao momento em que acaba um ano e

começa outro, você tem que usar o hífen, grafando Ano-Novo com

letras maiúsculas.  Ano-Novo  corresponde ao réveillon que,

segundo  o dicionário Houaiss, “é o conjunto de festejos que costuma

acompanhar a ceia e a passagem de ano”. Veja:

“Não compareceu à ceia da noite do Ano-Novo”.

 

 

       Com hífen, mas com letras minúsculas (ano-novo), ainda

conforme o dicionário Houaiss, é o mesmo que “ano-bom,  ano

entrante, meia-noite do dia 31 de dezembro e dia primeiro de janeiro”.

O plural?  É anos-novos.

 

 

       Ano novo (sem hífen) são duas palavras:  substantivo ano +

adjetivo novo.  Um ano novo, sem hífen, é o mesmo que um novo ano:

“Espero que nossos desejos se realizem neste ano novo (ou novo ano)”.

“A empresa espera fechar muitos negócios neste ano novo”. Seria

oposto de ano  velho.

 

Então, desejo a todos:

Feliz Ano-Novo!

Feliz  ano-novo!

Feliz ano novo! 

 

 

brinde

Fontes:

Blog do Professor Sérgio Nogueira

Dicionário Houaiss da língua portuguesa

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